sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

NELSON MOTTA E O BOLSA-TERRA DE ABRAHAM LINCOLN.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A GLOBO FAZ CAMPANHA CONTRA O POVO VENEZUELANO.


 

A Globo contra os venezuelanos

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez.

Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.

Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.


Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.

Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.

Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.

Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.

Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.

Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele pergunta se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”

Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo, vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.

Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.

“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”

Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.

Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.

Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.

Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.

Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.

A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.

Tem sido bem sucedida nisso.

O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.

Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.

Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"EL DIABLO " HUGO CHÁVEZ SAIBA PORQUE?










Galeano e a demonização de Chávez

Por Eduardo Galeano, no sítio da CTB:

Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.

Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de “Venezuela Saudita” por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos… Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: “As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”.

Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba.

Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico.

Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo.

O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte

CHAVEZ E A NOSSA AMÉRICA



     (HD) -         Redigimos estas notas em meio aos rumores, quase todos pessimistas, sobre a saúde de Hugo Chávez. Muitos, que não conseguem ocultar o regozijo, afirmam que o líder venezuelano agoniza. Outros – e é o caso de Evo Morales, da Bolívia - rezam para que ele sobreviva. Infelizmente, segundo observações médicas, só um milagre poderá devolver Chávez a Caracas, vivo e apto a retornar ao poder. As indomáveis circunstâncias, que o fizeram soldado, revolucionário e chefe de governo e de Estado em seu país, retiram-se agora de seu destino, dele fazendo um enfermo comum, que vem lutando, com coragem, mas sem armas efetivas, contra o câncer.
            
 Ele, ao ser diagnosticada a enfermidade, observou, sob o riso desdenhoso de alguns, que o câncer estava, em coincidência muito suspeita, atingindo  líderes do continente. Citou Lula e Cristina Kirchner e ele mesmo, como exemplos. O fato é que, em nossos dias, é fácil provocar enfermidades fatais em pessoas com saúde, e é também certo que o poder, com sua ansiedade e angústias, vulnera o organismo e favorece o seu acosso.
           
Chávez, queiram ou não seus opositores, ocupou a História da Venezuela com uma presença só comparável à de seu ícone, Simon Bolívar. Não cabe discutir – e o debate exige tempo e espaço – se as medidas que tomou irão prevalecer no futuro. O seu grande êxito foi o de dar à maioria do povo venezuelano, o seu lado mais sacrificado e oprimido, antes e depois da independência, a consciência de ser, e de pertencer a uma pátria pela qual vale lutar.
           
O coronel é um mestiço andino, embora tenha nascido ao sopé de um dos segmentos mais imponentes da Cordilheira, o de Mérida, mas em terras planas. Sua forma de ver o mundo está na contradição dialética entre os mitos pré-colombianos e o pensamento ocidental. Em homens de sua origem e formação, prevalece, em certos momentos, a força instintiva dos autóctones, em outros, o racionalismo europeu.
          
Nesse jogo mental ele construiu o seu discurso às massas, muito superior ao de outros líderes continentais, pela simplicidade e pelo uso de imagens oferecidas pelo cotidiano.
           
O destino do socialismo bolivariano está vinculado, neste momento, à sobrevivência do discurso de Chávez. Como em todas as experiências políticas do passado, é difícil que o sistema, como ele o construía, se complete. Mas é certo de que os trabalhadores da cidade e dos campos de seu país não aceitarão voltar à submissão, dócil, aos oligarcas que têm dominado o país, com pequenos intervalos de governos honrados e efêmeros – como o do grande romancista Romulo Gallegos, que durou apenas nove meses, em 1948.   
         
 Chávez já é um dos grandes homens da América.

A PIOR ECONOMISTA DO MUNDO É BRASILEIRA...


MIRIAM LEITÃO - HÁ DEZ ANOS PREVENDO E NA APARENTE TORCIDA PELO PIOR !

FELIZMENTE O PIOR NUNCA VEIO E A JORNALISTA/ANALISTA DE ECONOMIA,  ERROU QUASE TODAS AS SUAS PREVISÕES. QUE IMPRENSA É ESSA ?

Há dez anos que eu acompanho as previsões de início de ano da Jornalista Miriam Leitão, sempre com ares de que o caos econômico do Brasil está perto, e que o governo vai colocar à perder todas as conquistas até então realizadas. Há dez anos que eu acompanho a realidade da economia no final de ano, e vejo a referida jornalista mudar de assunto, abordar temas internacionais, sem jamais reconhecer que errou feio, como erraram feio os "analistas" convocados por ela, para afirmar que o governo estava fazendo bobagem.

Neste início de 2013 não é diferente. O tom de Dona Miriam Leitão é o mesmo. Pessimista, alarmista, acusatório, especialmente contra o Ministro Guido Mantega, a quem a jornalista classifica como um destruidor dos fundamentos econômicos.

A jornalista Miriam Leitão sempre se posicionou contra as medidas mais acertadas e de maior repercussão positiva para a economia do Brasil. Entre os milhões de brasileiros e as centenas de acionistas, Dona Miriam quer que os acionistas sejam priorizados. Medidas como a redução dos juros e mudança na remuneração da Poupança, foram duramente atacadas por ela. Dona Miriam estava preocupada com os BANQUEIROS e seus lucros.

Para conferir a chuva de previsões catastróficas e felizmente totalmente FURADAS, é só procurar no site da referida jornalista ou então nos arquivos do Jornal onde ela assina uma coluna.

Errar é humano, mas, insistir no erro sem nunca reconhecer isso, não é burrice, é má fé mesmo.

Alguns dados sobre a economia brasileira

1 - O Brasil tem hoje quase U$$ 360 BILHÕES EM RESERVAS
2- O desemprego nunca foi tão baixo.
3 - A inflação de 2012 ficará dentro da META e 1 ponto abaixo do que ocorreu em 2011
4 - Os títulos da dívida pública pagam os juros mais baixos da história quando vendidos no exterior
5 - A TAXA SELIC é a mais baixa da história.
6 - Os juros do crédito ao consumidor caíram de forma consistente.
7 - No início do ano de 2012 os analistas previram que a BALANÇA COMERCIAL ficaria deficitária. Ela fechou com SALDO POSITIVO DE QUASE US$ 20 BILHÕES.
8 - A relação Dívida / PIB está em declínio
9 - O BRASIL COMEÇA A RESOLVER SEU PROBLEMA HABITACIONAL, através do Programa Minha Casa Minha Vida.
10 - O Investimento feito em EDUCAÇÃO foi quase o dobro em 2012 se comparado com 2011.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

NOSSO LIXO TELEVISIVO DE TODO DIA ESTÁ PERDENDO AUDIÊNCIA.




Por que o público foge da TV aberta

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Conforme notícia divulgada pela Folha de São Paulo nesta semana, a Rede Globo fechou o ano passado com a pior audiência de sua história. Segundo dados do Ibope, em 2012 ela teve, em média, 14,7 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios).

A emissora ainda amarga o pior índice em seu principal programa jornalístico, o Jornal Nacional, que, ano passado, teve média de 28,1 pontos contra o pico de audiência, que ocorreu em 2006, de 36,4 pontos.

Todavia, é equivocada a percepção de muitos de que se trata de um problema isolado da Globo. Houve queda de audiência de todas as TVs abertas no ano que passou em relação a 2011.

Apesar de a Globo ter fechado 2012 com 14,7 pontos contra 16,3 em 2011, a Record teve 6,2 pontos contra 7, 2, o SBT 5,6 pontos contra 5,7, a Band 2,5 pontos contra 2,5 e a Rede TV! liderou a queda, tendo perdido 37% de sua audiência no ano passado, tendo cravado 0,9 pontos contra 1,4 em 2011.

E não foi só. O número de aparelhos ligados em televisões abertas caiu perto de 5%.

O resultado negativo mais “vistoso”, claro, foi o da Globo, que, ao longo da última década, vem perdendo mais audiência do que as concorrentes, sobretudo devido ao avanço da Record e à forte perda de audiência do Jornal Nacional.

Sobre o ainda mais assistido telejornal do país, a perda de audiência acima da média certamente se deve, em boa parte, à utilização do informativo como arma na incessante guerra da Globo contra o governo federal e o PT.

A cobertura do julgamento do mensalão, por exemplo, irritou profundamente até o público que não gosta do PT. Tentando influir a qualquer preço na eleição municipal do ano passado, sobretudo na de São Paulo, o núcleo de jornalismo da Globo, às vésperas do segundo turno, produziu um dos maiores absurdos que se viu na televisão brasileira.

Em 23 de outubro, a uma semana do segundo turno, logo após o horário eleitoral gratuito, o Jornal Nacional levou ao ar uma matéria que teve duração só comparável às coberturas de grandes catástrofes como a de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando terroristas derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center

Dos 32 minutos de duração da edição do JN naquele dia, 18 minutos foram gastos com o julgamento. E o que é pior: não houvera absolutamente nada de especial, naquele dia. Assim, o telejornal se limitou a importunar o telespectador com “melhores momentos” do julgamento.

Aliás, o ineditismo do tempo gasto na reportagem foi de tal monta que virou até matéria de jornal no dia seguinte, na Folha de São Paulo, e ainda gerou representação da ONG Movimento dos Sem Mídia ao Ministério Público Eleitoral acusando a emissora de fazer uso político de uma concessão pública em período eleitoral, contrariando a legislação.

O julgamento do mensalão foi tão martelado por toda a programação da Globo que passou a ser comum ouvir pessoas comentando que não agüentavam mais o assunto. Contudo, a queda mais pronunciada de audiência da Globo e do JN se deve a um processo mais amplo.

Outras emissoras não se beneficiaram da queda de audiência da Globo porque também incorrem em manipulação de notícias, mas, acima de tudo, porque todas as emissoras abertas insistem em uma programação que qualificar de medíocre soa até benevolente.

O público que pode, foge para a televisão a cabo. Quem não pode, recorre à internet. Sobretudo para se informar.

Agora, por exemplo, está sendo anunciado que o Brasil voltará a ser assolado por nada mais, nada menos do que a DÉCIMA TERCEIRA edição do Big Brother Brasil, com bebedeiras, promiscuidade e mediocridade invadindo nossos domicílios.

Alternativa ao BBB? A Record apresenta algo ainda pior, uma cópia malfeita, mais brega, ainda que menos promíscua: o reality show A Fazenda.

Novelas? Apesar de Globo e Record, acima de todas, reunirem bons elencos, as tramas são sofríveis, repetitivas. As histórias são sempre as mesmas, com pequenas variações. Ainda que o público para essas porcarias ainda se mantenha, vem diminuindo percentualmente em relação ao conjunto da população.

O progressivo aumento do nível de escolarização e cultura do brasileiro vai provocando fuga de uma programação cuja produção chega a ser cara só para produzir lixo cultural em estado puro.

Para que se informar pelos telejornais se, pela internet, você fica sabendo antes das notícias e ainda pode ter acesso a diversos ângulos delas?

No Jornal Nacional, por exemplo, o espectador sofre tentativa de manipulação, com notícias distorcidas sob interesses políticos e econômicos e, em geral, não fica sabendo do outro lado da moeda.

Há cada vez mais gente, portanto, produzindo seus próprios informativos pela internet. Hoje você pode montar uma rede de sites e blogs nacionais e internacionais e se informar em muito maior profundidade.

Claro que ainda é restrito o contingente de pessoas que montam seu portfólio informativo com base em critérios mais racionais e via internet, mas esse contingente cresce de forma exponencial.

O que ocorre no Brasil é uma tendência mundial. Nos EUA, por exemplo, a televisão aberta tem baixa audiência, muito mais baixa do que no Brasil, percentualmente.

Agora, a cereja do bolo: nos próximos anos, as operadoras de telefonia deverão começar a produzir conteúdo para transmitirem via TV digital ou internet, inclusive em celulares. E sem uma regulação das comunicações eletrônicas, a Globo e congêneres estarão ferradas.

Explico: as teles vêm aí com arcas incontáveis de dinheiro para investir em conteúdo, com seus faturamentos dez vezes maiores do que das emissoras tradicionais, inclusive da Globo. Sem regulação do setor, até ela será engolida.

Talvez por conta disso vemos o governo Dilma impassível diante do clamor de setores da sociedade por uma “lei da mídia”, pois a tecnologia deverá levar Globo e companhia limitada a baterem na porta do governo pedindo regulação, por incrível que pareça.

Muitos – entre os quais me incluo – estão contrariados com a postura da presidente Dilma de renegar qualquer intenção de dar ao Brasil uma legislação moderna para esse setor tão crucial, até porque há medo de que os barões da mídia arranquem de um governo aparentemente acovardado uma regulação feita sob medida para os interesses deles.

Todavia, apesar de também ter essa preocupação, penso que a passividade do governo federal pode – apenas pode – ser uma estratégia para negociar em posição de força quando a própria família Marinho, entre outros, bater-lhe à porta pedindo uma “lei da mídia”.

domingo, 6 de janeiro de 2013

EUA DE OLHO EM TUDO E EM TODOS.





Estamos no universo orwelliano de “1984”. É quase impossível a alguém andar sem ser monitorado por alguma câmera; vigiado, passo a passo, onde quer esteja, pelos satélites; localizado quando usa o aparelho telefônico celular, e assassinado por controle remoto. Todo esse sistema, que deixa anacrônica a ficção, é dominado, em escala mundial, pelo grande irmão, o governo norte-americano. O sistema financeiro, industrial e militar, que manipula o poder, conta  com as maiores empresas internacionais de comunicação eletrônica, por ele controladas.    
            


Contra o voto de pequena minoria, o Congresso dos Estados Unidos acaba de renovar lei  do Governo Bush, autorizando a escuta telefônica e o monitoramento de comunicação eletrônica sem autorização judicial, incluindo emails, de cidadãos estrangeiros de todo o mundo, por parte dos serviços secretos norte-americanos - sobrepondo-se à soberania de todas as outras nações.
          


Embora a desculpa seja a luta contra o terrorismo, não há como saber onde acaba a  preocupação com a “segurança nacional” dos Estados Unidos e começa a espionagem comercial e tecnológica, ou a coleta de informações que  sirvam para pressionar ou chantagear “inimigos” dos EUA, como os ativistas da democracia ou da transparência, como  Julian Assange.
        


Todos nós, a começar pelos nossos líderes políticos,  podemos ser espionados pelos vários serviços norte-americanos, como a CIA e o NSA. Dentro da paranóia ianque, qualquer estrangeiro, que não for seu vassalo e assalariado, é inimigo potencial de seu país.
       


O monitoramento de “inimigos” dos EUA pelos seus serviços de informação não é novidade. Ao longo do século XX, jornalistas, políticos, lideranças sindicais e sociais de todos os continentes foram  monitoradas, perseguidas, e, em muitos casos, diretamente seqüestradas e assassinadas por agentes da CIA, ou  matadores por ela contratados – conforme vários livros de  ex-agentes, que deixaram suas atividades.
         


Essa legislação de exceção, aprovada logo após 11 de setembro, foi agora incorporada às leis norte-americanas ordinárias. O que os Estados Unidos estão dizendo ao mundo é que, ao aprovar essa lei, colocam sob a proteção de seu poderio militar qualquer assassino a soldo de seus interesses que seja identificado e detido, em qualquer lugar do mundo. 


É a velha prepotência, denunciada pelos seus pensadores mais eminentes, como o Senador Fullbright – que foi contra a guerra do Vietnã, e se opunha a toda ingerência de seu governo nos assuntos internos de qualquer outra nação  - em seu livro Arrogance of Power:
      


 “O Poder se confunde com a virtude e tende também a ver-se como onipotente. Uma vez imbuído da idéia de missão, uma grande nação facilmente assume que ela possui todos os meios para usá-los como um dever, no serviço de Deus”.

postado no blog de Mauro Santayana dia 02/01/2013.

TRAGÉDIAS ,ZECA PAGODINHO, REDE GLOBO E A FALTA DE ÉTICA.


Infelizmente é na tragédia que conhecemos o caráter de instituições, empresas, pessoas e de celebridades. Enfim é naqueles momentos difíceis que podemos ter um Raio X da alma de uma pessoa física ou jurídica ou ambas se for celebridade e não empresa ou instituição.

Vejamos os casos de inundações no Brasil nos últimos anos, são muitas, e o país por ter seu território em uma área tropical(90%) , está sempre a merce de temporais repentinos, em áreas urbanas sem a miníma infraestrutura, para conter enormes quantidade de água despejada em poucos minutos num mesmo lugar, o resultado todos sabem, muitas casas destruídas e famílias esfacelada pelas tragedias constantes no período de verão.

O Rio de Janeiro cidade maravilhosa, por sua paisagem natural, mas perigosa e trágica, por sua paisagem geográfica , é um dos roteiros preferidos destes espetáculos naturais, com final trágico, pois o ser humano não obedeceu as leis da natureza , pior feriu-as de morte, pois ocupou morros, encostas , soterrou banhados, córregos , atulhou bueiros , sangas com lixo, devastou áreas de florestas, descobriu áreas altas e encostas de montanhas, e finalmente urbanizou irregularmente essas áreas.

Tudo isto está muito claro para as autoridades governamentais , para judiciário e para o parlamento, sabem disto, e cada vez mais o problema aumenta, sem ninguém corajoso o suficiente para tomar as medidas corretas, para frear esta desorganização da paisagem natural pelo próprio homem.

Mas de repente a tragédia bate a porta de celebridades, que saem de seu estado de conforto para refugiar-se ou agir , como fez o Zeca Pagodinho, ele agiu como um verdadeiro ser humano racional, pois ajudou o seu próximo,  com sua fama de celebridade foi além, enfim fez o que pode, foi um bom e verdadeiro exemplo ,de alguém  que pensa,de alguém que age como ser humano, pois poderia ficar na sua zona de conforto de braços cruzados, só reclamando dos que deveriam fazer e agir para dar a segurança para os cidadãos, ele agiu e ajudou muitas pessoas.

Mas a globo, o que tem a ver com isto? Tudo pois provavelmente mobilizou um batalhão de pessoas : cinegrafistas, seguranças, motoristas,repórteres, produtores de reportagens, editores etc, etc ,para fazer o que? filmar e editar a tragédia das chuvas, para filmar e editar a ação do Zeca Pagodinho ajudando a população, ou seja, provavelmente o fantástico vai exibir as imagens, do heroísmo voluntário do Zeca Pagodinho, e mais imagens da enchente e destruição pelas águas .

O ibope da globo com heroísmo do Zeca Pagodinho, somado as imagens de destruição produzida pela enchente, renderá a rede globo milhões a seus cofres. Por isto é uma questão de ética, de moral, ou seja estas imagens usadas para dar lucro são imorais, mais do que isso, o que a Globo faz até o dia de hoje de humano?, De social?De ação prática para amenizar ou  solucionar tais tragédias? O que fez antes ,durante ou depois? Pois lhes digo nada, nem a Globo ou qualquer outro grande veículo de comunicação a não ser tirar vantagens das tragédias.

Infelizmente as tragédias no Brasil alimentam páginas e mais páginas de jornais, se transformam em espetáculo para mídia, gerando receitas milionárias a seus cofres, e  TVs como a globo são as que mais lucram com tais tragédias, pois as rondam como urubus as carniças. 

OS NEGROS SÃO DISCRIMINADOS NOS GRANDES VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO NO BRASIL


Apresentadora considera que ingresso do negro na TV também pode ser por preconceito

Postado em: 7 dez 2012 às 12:05

Rogério Ferro, jornalista e mestrando da USP, ressaltou que uma das características da imprensa, de mostrar negros proeminentes como casos de superação é agravado quando é individualizado

“Entrei na TV por uma brecha: vamos colocar um negro apresentando o jornal. Isso já é um preconceito”, afirmou a apresentadora do SBT, Joyce Ribeiro, ao participar da mesa “Negro na Mídia”, no 2º Vozes pela Igualdade, organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, no mês de novembro (23).
apresentadora negra sbt joyce ribeiro
Apresentadora do SBT Joyce Ribeiro. (Foto: divulgação)
Joyce contou que nunca foi barrada na profissão de jornalista, mas considera que só conseguiu entrar na TV por conta desse novo “momento politicamente correto” em que precisam ter negros na TV. “Já fui mais otimista, mas hoje com uma situação que pouco mudou e há poucos colegas negros na TV, percebo que foi uma condição de momento [entrada na TV] e o preconceito ainda paira nas redações”, avaliou. Ela ressaltou, dessa forma, que o número de profissionais negros não reflete a população brasileira, que tem, em sua maioria, pele negra e parda.
No cotidiano da profissão, Joyce afirmou que insiste na luta para fortalecer a presença de negros na TV. “Tento mostrar para os colegas da pauta que há profissionais negros gabaritados que podem falar de determinados assuntos e podem fazer parte das matérias que estamos produzindo. Tento colocar esse olhar diariamente em vários assuntos”, afirmou.
Já sobre o visual, a apresentadora disse que nunca foi obrigada a alisar os cabelos ou recebeu pedidos para moldar seu visual, mas lembra da falta de preparo das emissoras televisivas para cuidar da imagem de uma mulher negra. “Nós nos preparamos para entrar na casa das pessoas. Há um departamento na TV para isso. Mas lá nunca houve produtos para o meu cabelo ou maquiagem para o meu tom de pele. Se passasse o que tinha de maquiagem, tudo ficava meio cinza. Sempre levei minhas coisas. Até hoje o aparato é para o padrão branco de pele e cabelo”, revelou.
Para Oswaldo Faustino, jornalista, escritor e membro da Cojira que também participou da mesa, outra forma de preconceito é a maneira como negros proeminentes são retratados pela mídia. “São mostrados como exceção e transformados em heróis. Eles são validados porque ‘nós brancos avaliamos e acreditamos neles’”, afirmou, dando como exemplos o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e jogadores de futebol como Neymar. E emendou: “Mas assim como nós te mostramos, também te colocamos no limbo quando queremos’”, citou exemplificando com o caso do jogador Adriano.

Maioria é minoria

Já o outro integrante da mesa Rogério Ferro, jornalista e mestrando da USP, ressaltou que uma das características da imprensa, de mostrar negros proeminentes como casos de superação é agravado quando é individualizado.
“O problema maior é quando é mostrado como única história”, afirmou. Para Ferro, que é moçambicano e trabalhou na TV Globo, as situações de preconceito racial só vão mudar quando tiverem mais negros tomando decisões. “Precisamos de mais gente no poder e chegar aos mais de 50% como ocorre com a população brasileira”, ressalta.
O evento organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP), com apoio da Wapi Brasil e do CEERT- Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, teve também uma mesa sobre como o jovem negro produz cultura e se comunica hoje, que contou com a participação de Tatiana Cavalcante, jornalista e mestranda da USP; José Nabor do Amaral Júnior, jornalista e criador da revista O Menelick 2º Ato – Africanidades & Afins; e Diego Balbino, fotógrafo e educador.
O depoimento de Diego Balbino enfatizou o impacto da consciência racial e do racismo na sua vida e na trajetória profissional como fotógrafo e professor, suscitando rica e, em alguns momentos emocionada, discussão com a plateia de cerca de 40 pessoas. Para o jovem, que socialmente é chamado de branco na maior parte das vezes, a fotografia adquiriu um novo olhar a partir do auto reconhecimento como negro.
Tatiana Cavalcante fez um resumo de sua pesquisa de mestrado sobre a história do programa Manos e Minas, da TV Cultura, enfatizando o papel ativo do público na garantia da sobrevivência do projeto. Já José Nabor apresentou um relato do processo que o levou a se tornar editor de uma moderna e respeitada publicação da imprensa negra paulista. Em seu depoimento, ele revelou que inicialmente tinha como foco de seu trabalho apenas o universo urbano da juventude, mas que a resposta do público o levou a direcioná-lo para a cultura negra e os temas a ela relacionados.

Premiação

Durante o 2º Vozes pela Igualdade foi lançado o Prêmio “Negritude em Pauta”, concurso cultural voltado para estudantes de Jornalismo do Estado de São Paulo. O objetivo da premiação é sensibilizar os estudantes de Jornalismo para a temática racial, com a qual terão de se defrontar no exercício da profissão. Os futuros jornalistas serão convidados a escrever reportagens sobre cultura negra e/ou relações raciais em âmbito nacional. Os participantes concorrerão a prêmios que contribuam para seus estudos e formação, como livros e computador portátil, além da publicação das reportagens vencedoras no jornal do Sindicato.