quarta-feira, 22 de março de 2017

POTENTIAL MEAT AND THE POWER OF GOVERNMENT TEMER ...


Rotten meat and temerian theater

Posted by: Juremir machado da silva (mail from the people)

The classical leftist only trusts the state. The convicted liberal only takes faith in private initiative. For the first all defects are stemming from the thirst for profit, which he calls greed. For the latter it is enough to privatize everything that improves. Brazil has been a master at proving that state and private companies can err in the same way and, in general, associates. The radical liberal guarantees that if the state is taken out of play corruption ends. Who destroyed Mariana, the River Doce, and a whole region? Samarco, a private company belonging to Vale do Rio do Doce and a multinational. The state failed to supervise. Without him would Samarco have done everything right? Only those who believe in Harry Potter think so. Who sold rotten or turbinated meat to consumers? JBS (Friboi and Seara) and BRF (Perdigão and Sadia), two private agribusiness giants. What did they do? They corrupted civil servants. If they did not exist, would JBS and BRF ever deceive people? Win a pack of rotten meat who still stand for that idea. The presidio of Manaus was touched by an outsourcer.
When a politician bogs down in corruption his party rushes to say that he has nothing with the roll. It's always some thing. The opposition does not forgive: it puts the blame on the whole party. There are liberals who usually point the finger at the rot of the left. They do well to the extent that rot is not lacking in Brazilian leftism. They do not care if only a part of the left gets dirty. Now, with two agribusiness stars plunged into the guts in selling rotten meat to unsuspecting consumers, some are quick to say that it should not be generalized. Have the officials involved, however, acted against themselves or against their business interests? Can there be anything more abject than selling rotten food? Part of the left gives the change: who is more dangerous, the MST with its invasions or JBS and BRF with their poisoned meats?

Rotten theses pollute the air. There are those who accuse Lava Jato of producing unemployment by breaking up contractors with their investigations. What should I do? Let the corruption roll so as not to disrupt the economy? The same is happening with the Weak Meat operation. Social networks do not lack conspiracy theories asking who is going to break part of Brazilian agribusiness and affect our exports. What would be right to do? Let the sale of rotten meat continue so as not to harm our trade balance? The left is embarrassed to learn that JBS was fed with BNDES money in the Lula / Dilma era. The right is perplexed. Only 20% of Brazilian beef is exported. The rest is for external consumption. Rotten meat ends up on our plates. How many steaks will we have eaten like this? It is reported that the PMDB was charged with the release of putrid meat.
How do you feel Tony Ramos, Fátima Bernardes and Roberto Carlos who lent their reputations and pockets praising the qualities of JBS meat? What a sad country Brazil: its three most recent tragedies were provoked by private companies: contractors, Samarco, JBS and BRF. Are they going to say that they were forced to sell rotten meat because it is the rule of the game?
And Temer, the actor, the weasel, is going to apologize to the nation for taking the ambassadors to dinner at a steakhouse that only serves imported meat? It is the face of government: one applied after another.

CARNE PODRE E A PODRIDÃO DO GOVERNO TEMER...



Carne podre e teatro temeriano


 O esquerdista clássico só confia no Estado. O liberal convicto só leva fé na iniciativa privada. Para o primeiro todos os defeitos são decorrentes da sede de lucro, que chama de ganância. Para o último basta privatizar que tudo melhora. O Brasil tem sido mestre em provar que Estado e empresas privadas podem errar da mesma maneira e, em geral, associados. O liberal radical garante que se tirar o Estado da jogada acaba a corrupção. Quem destruiu Mariana, o rio Doce e toda uma região? A Samarco, empresa privada pertencente à Vale do Rio do Doce e a uma multinacional. O Estado falhou na fiscalização. Sem ele a Samarco teria feito tudo certinho? Só acha isso quem acredita em Harry Potter. Quem vendeu carne podre ou turbinada para os consumidores? A JBS (Friboi e Seara) e a BRF (Perdigão e Sadia), duas gigantes privadas do agronegócio. O que fizeram? Corromperam funcionários públicos. Se eles não existissem, JBS e BRF jamais enganariam as pessoas? Ganha um pacote de carne podre quem ainda defender essa ideia. O presidio de Manaus era tocado por uma terceirizada.
Quando um político se atola em corrupção o seu partido se apressa em dizer que nada tem com o rolo. É sempre coisa de alguns. A oposição não perdoa: bota a culpa no partido inteiro. Há liberais que costumam apontar o dedo para a podridão da esquerda. Fazem bem na medida em que podridão não falta no esquerdismo brasileiro. Não querem saber se apenas uma parte da esquerda se sujou. Agora, com duas estrelas do agronegócio mergulhadas até as tripas na venda de carne podre para consumidores incautos, alguns se apressam em afirmar que não se deve generalizar. Os funcionários envolvidos, porém, agiram por contra própria contra os interesses das suas empresas ou em nome delas? Pode existir algo mais abjeto do que vender comida podre? Parte da esquerda dá o troco: quem é mais perigoso, o MST com as suas invasões ou a JBS e a BRF com as suas carnes envenenadas?
Teses podres contaminam o ar. Há quem acuse a Lava Jato de produzir desemprego quebrando empreiteiras com as suas investigações. O que deveria fazer? Deixar a corrupção rolar para não atrapalhar a economia? O mesmo está acontecendo com a operação Carne Fraca. Nas redes sociais não faltam teorias conspiratórias perguntando a quem serve quebrar parte do agronegócio brasileiro e afetar nossas exportações. O que seria correto fazer? Deixar a venda de carne podre continuar para não prejudicar nossa balança comercial? A esquerda está constrangida por saber que a JBS foi alimentada com dinheiro do BNDES na era Lula/Dilma. A direita está perplexa. Apenas 20% da carne bovina brasileira é exportada. O resto é para consumo externo. A carne podre acaba em nossos pratos. Quantos bifes teremos comido assim? Consta que o PMDB faturava com a liberação da carne pútrida.
Como se sentem Tony Ramos, Fátima Bernardes e Roberto Carlos que emprestaram suas reputações e seus bolsos louvando as qualidades das carnes da JBS? Que país triste o Brasil: as suas três maiores tragédias recentes foram provocadas por empresas privadas: empreiteiras, Samarco, JBS e BRF. Será que estas vão dizer que foram obrigadas a vender carne podre por ser a regra do jogo?
E Temer, o ator, o canastrão, vai pedir desculpas à nação por ter levado os embaixadores para jantar numa churrascaria que só serve carne importada? É a cara do governo: uma aplicada atrás da outra.

quarta-feira, 8 de março de 2017

A HISTÓRIA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. 

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Fonte:Paula Nadal - Revista Nova Escola

Bibliografia
As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Ana Isabel Álvarez Gonzalez, 208 págs., Ed. SOF/Expressão Popular

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FIDEL CASTRO: SUA HISTÓRIA DE LUTA E CONQUISTA PARA O POVO DE CUBA E LATINO AMERICANO.

50 verdades sobre Fidel Castro

Por Salim Lamrani, no site Opera Mundi:

1. Procedente de uma família de sete filhos, Fidel Castro nasceu no dia 13 de agosto de 1926 em Birán, na atual província de Holguín, da união entre Ángel Castro Argiz, rico proprietário de terras espanhol oriundo da Galícia, e Lina Ruz González, cubana.

2. Aos sete anos, ele se muda para a cidade de Santiago de Cuba e vive na casa de uma professora encarregada de educá-lo. Ela o abandona à própria sorte. “Conheci a fome”, lembraria Fidel Castro e “minha família tinha sido enganada”. Um ano depois, ele entra no colégio religioso dos Irmãos de la Salle, em janeiro de 1935, como interno. Deixa a instituição para ir para o colégio Dolores, aos 11 anos, em janeiro de 1938, depois de se rebelar contra o autoritarismo de um professor. Segue sua escolaridade com os jesuítas no Colégio de Belém em Havana, de 1942 a 1945. Depois de uma graduação brilhante, seu professor, o padre Armando Llorente, escreve no anuário da instituição: “Distinguiu-se em todas as matérias relacionadas às letras. Excepcional e congregante, foi um verdadeiro atleta, defendendo sempre com valor e orgulho a bandeira do colégio. Soube ganhar a admiração e o carinho de todos. Cursará a carreira de Direito e não duvidamos de que encherá de páginas brilhantes o livro de sua vida.”

3. Apesar de se exiliar em Miami, em 1961, por causa das tensões entre o governo revolucionário e a Igreja Católica cubana, o padre Llorente sempre guardou uma lembrança nostálgica de seu antigo aluno. “Me dizem: ‘o senhor sempre fala bem de Fidel’. Eu falo do Fidel que eu conheci. Inclusive, [ele] uma vez salvou a minha vida e essas coisas não podem ser esquecidas nunca”. Fidel Castro se jogou na água para salvar seu professor, levado pela correnteza.

4. Em 1945, Fidel Castro entra na Universidade de Havana, onde cursa a graduação de Direito. Eleito delegado da Faculdade de Direito, participa ativamente das manifestações contra a corrupção do governo do presidente Ramón Grau San Martín. Não vacila, tampouco, em denunciar publicamente gangues vinculadas às autoridades políticas. Max Lesnik, então secretário-geral da Juventude Ortodoxa e colega de Fidel Castro, lembra-se desse episódio: “O comitê 30 de setembro [criado para lutar contra as gangues] fez o acordo de apresentar a denúncia contra o governo e os gângsteres no plenário da Federação Estudantil [Universitária]. No salão, mais de 300 alunos de diversas faculdades se apresentaram para escutar Fidel quando alguém [...] gritou: ‘Aquele que falar o que não deve, falará pela última vez’. Estava claro que a ameaça era contra o orador da vez. Fidel se levantou de sua cadeira e, com passo lento e firme, se encaminhou ao centro do amplo salão, [...] e começou a ler uma lista oficial com os nomes e todos e de cada um dos membros das gangues e dos dirigentes da FEU que haviam sido premiados com suculentas ‘garrafas’ [cargos] nos distintos ministérios da administração pública.”

5. Em 1947, aos 22 anos, Fidel Castro participa, com Juan Bosch, futuro presidente da República Dominicana, de uma tentativa de desembarque da [expedição de] Cayo Confites para derrubar o ditador Rafael Trujilo, então apoiado pelos Estados Unidos.

6. Um anos depois, em 1948, participa do Bogotazo, revolta popular desatada pelo assassinato de Jorge Eliécer Gaitán, líder político progressista, candidato às eleições presidenciais da Colômbia.

7. Graduado em Direito em 1950, Fidel Castro atua como advogado até 1952 e defende as pessoas humildes, antes de se lançar na política.

8. Fidel Castro nunca militou no Partido Socialista Popular (PSP), partido comunista da Cuba pré-revolucionária. Era membro do Partido do Povo Cubano, também chamado Partido Ortodoxo, fundado em 1947 por Eduardo Chibás. O programa do Partido Ortodoxo de Chibás é progressista e se baseia em vários pilares: soberania nacional, independência econômica pela diversificação da produção agrícola, supressão do latifúndio, desenvolvimento da indústria, nacionalização dos serviços públicos, luta contra a corrupção e justiça social por meio da defesa dos trabalhadores. Fidel Castro reivindica seu pertencimento ao pensamento “martiano” (de José Martí), chibasista (de Chibás) e anti-imperialista. Orador de grande talento, se apresenta às eleições parlamentárias como candidato do Partido do Povo Cubano em 1952.

9. No dia 10 de março de 1952, a três meses das eleições presidenciais, o general Fulgencio Batista rompe a ordem constitucional e derruba o governo de Carlos Prío Socarrás. Consegue o apoio imediato dos Estados Unidos, que reconhecem oficialmente a nova ditadura militar.

10. O advogado Fidel Castro apresenta uma denúncia contra Batista por romper a ordem constitucional: “Se existem tribunais, Batista deve ser castigado, e se Batista não é castigado [...], como poderá depois este tribunal julgar um cidadão qualquer por motim ou rebeldia contra esse regime ilegal, produto da traição impune?”. O Tribunal Supremo, sob as ordens do novo regime, recusa a demanda.

11. No dia 26 de julho de 1953, Fidel Castro se coloca à frente de uma expedição de 131 homens e ataca o quartel Moncada na cidade de Santiago, segunda maior fortaleza militar do país, assim como o quartel Carlos Manuel de Céspedes, na cidade de Bayamo. O objetivo era tomar o controle da cidade – berço histórico de todas as revoluções – e lançar um chamado pela rebelião em todo o país para derrubar o ditador Batista.

12. A operação é um fracasso e 55 combatentes são assassinados depois de brutalmente torturados pelos militares. De fato, apenas seis deles morreram em combate. Alguns conseguiram escapar graças ao apoio da população.

13. Fidel Castro, capturado alguns dias depois, deve a vida ao sargento Pedro Sarría, que se negou a seguir as ordens de seus superiores e executar o líder de Moncada. “Não disparem! Não disparem! Não se deve matar as ideias!”, exclamou para seus soldados.

14. Durante sua histórica alegação, intitulada “A História me Absolverá”, Fidel Castro, encarregado de sua própria defesa, denuncia os crimes de Batista e a miséria na qual se encontra o povo cubano, e apresenta seu programa para uma Cuba livre, baseado na soberania nacional, na independência econômica e na justiça social.

15. Condenado a 15 anos de prisão, Fidel Castro é liberado em 1955, depois da anistia que o regime de Batista lhe concedeu. Funda o Movimento 26 de Julho (M 26-7) e declara seu projeto de seguir lutando contra a ditadura antes de se exilar no México.

16. Fidel Castro organiza ali a expedição do Granma com um médico chamado Ernesto Guevara. Não foi muito trabalhoso para Fidel Castro convencer o jovem argentino, que recordava: “O conheci em uma dessas frias noites do México e lembro-me de que nossa primeira discussão foi sobre política internacional. Poucas horas depois, na mesma noite — de madrugada — eu era um de seus futuros expedicionários.”

17. Em agosto de 1955, Fidel Castro publica o Primeiro Manifesto do Movimento 26 de Julho, que retoma os pontos essenciais de “A História me Absolverá”. Trata de reforma agrária, da proibição do latifúndio, de reformas econômicas e sociais a favor dos deserdados, da industrialização da nação, da construção de habitações, da diminuição dos aluguéis, da nacionalização dos serviços públicos de telefone, gás e eletricidade, de educação e da cultura para todos, da reforma fiscal e da reorganização da administração pública para lutar contra a corrupção.

18. Em outubro de 1955, para reunir os fundos necessários para a expedição, Fidel Castro realiza uma turnê pelos Estados Unidos e se reúne com os exilados cubanos. O FBI vigia de perto os clubes patrióticos M 26-7 fundados em diferentes cidades.

19. No dia 2 de dezembro de 1956, Fidel Castro embarca no porto de Tuxpán, no México, a bordo do barco Granma, com capacidade para 25 pessoas. Os revolucionários são 82 no total e navegam rumo a Cuba com o objetivo de desatar um guerra de guerrilhas nas montanhas de Sierra Maestra.

20. A travessia se transforma em pesadelo por causa das condições climáticas. Um expedicionário cai ao mar. Juan Almeida, membro do grupo e futuro comandante da Revolução, lembra-se do episódio: “Fidel nos disse o seguinte: ‘Daqui não nos vamos até que o salvemos’. Isso comoveu as pessoas e animou a combatividade. Pensamos: ‘com esse homem não há abandonados’. O salvamos, correndo o risco de perder a expedição.”

21. Depois de uma travessia de sete dias, em vez dos cinco previstos, no dia 2 de dezembro de 1956 a tropa desembarca “no pior pântano jamais visto”, segundo Raúl Castro. Os tiros da aviação cubana a dispersam e 2 mil soldados de Batista, que esperavam os revolucionários, a perseguem.

22. Alguns dias depois, em Cinco Palmas, Fidel Castro volta a se encontrar com seu irmão Raúl e com outros 10 expedicionários. “Agora sim ganhamos a guerra”, declara o líder do M 26-7 a seus homens. Começa a guerra de guerrilhas que duraria 25 meses.

23. Em fevereiro de 1957, a entrevista com Fidel Castro realizada por Herbert Matthews, do New York Times, permite que a opinião pública estadunidense e mundial descubra a existência de uma guerrilha em Cuba. Batista confessaria mais tarde, em suas memórias, que graças a esse golpe jornalístico, “Castro começava a ser um personagem lendário”. Matthews suavizou, entretanto, a importância de sua entrevista. “Nenhuma publicidade, por mais sensacional que fosse, poderia ter tido efeito se Fidel Castro não fosse precisamente o homem que eu descrevi.”

24. Apesar das declarações oficiais de neutralidade no conflito cubano, os Estados Unidos concedem seu apoio político, econômico e militar a Batista e se opõem a Fidel Castro até os últimos instantes. No dia 23 de dezembro de 1958, a uma semana do triunfo da Revolução, enquanto o Exército de Fulgencio Batista se encontra em plena debandada, apesar de sua superioridade em armas e homens, acontece a 392ª reunião do Conselho de Segurança Nacional [dos Estados Unidos], com a presença do presidente [Dwight D.] Eisenhower. Allen Dulles, então diretor da CIA, expressa claramente a posição dos Estados Unidos. “Temos de impedir a vitória de Castro.”

25. Apesar do apoio dos Estados Unidos, de seus 20 mil soldados e da superioridade material, Batista não pôde vencer uma guerrilha composta de 300 homens armados durante a ofensiva final do verão de 1958, que mobilizou mais de 10 mil pessoas. Essa “vitória estratégica” revela, então, a genialidade militar de Fidel Castro, que havia antecipado e derrotado a operação Fim de Fidel lançada por Batista.

26. No dia 1 de janeiro de 1959, cinco anos, cinco meses e cinco dias depois do ataque ao quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, triunfou a Revolução Cubana.

27. Durante a formação do governo revolucionário, em janeiro de 1959, Fidel Castro é nomeado ministro das Forças Armadas. Não ocupa a Presidência, ocupada pelo juiz Manuel Urrutia, nem o posto de primeiro-ministro, entregue ao advogado José Miró Cardona.

28. Em fevereiro de 1959, o primeiro-ministro Cardona, que se opõe às reformas econômicas e sociais que considera demasiadamente radicais (projeto de reforma agrária), apresenta sua demissão. Manuel Urrutia chama Fidel Castro para ocupar o cargo.

29. Em julho de 1959, frente à oposição do presidente Urrutia, que recusa novas reformas, Fidel Castro renuncia a seu cargo de primeiro-ministro. Imensas manifestações populares têm início em Cuba, exigindo a saída de Urrutia e o retorno de Fidel Castro. O novo presidente da República, Osvaldo Dorticós, volta a nomeá-lo primeiro-ministro.

30. Os Estados Unidos se mostram imediatamente hostis à Fidel Castro ao acolher com braços abertos os dignitários do antigo regime, incluindo vários criminosos de guerra que tinham roubado as reservas do Tesouro cubano, levando 424 milhões de dólares.

31. Não obstante, desde o princípio, Fidel Castro declara sua vontade de manter boas relações com Washington. Entretanto, durante sua primeira visita aos Estados Unidos, em abril de 1959, o presidente Eisenhower se nega a recebê-lo e prefere ir jogar golfe. John F. Kennedy lamentaria o ocorrido: “Fidel Castro é parte do legado de Bolívar. Deveríamos ter dado ao fogoso e jovem rebelde uma mais calorosa acolhida em sua hora de triunfo”.

32. A partir de outubro de 1959, pilotos procedentes dos Estados Unidos bombardeiam Cuba e voltam para a Flórida sem serem perturbados pelas autoridades. No dia 21 de outubro de 1959, lançam uma bomba sobre Havana que provoca duas mortes e fere 45 pessoas. O responsável pelo crime, Pedro Luis Díaz Lanza, volta a Miami sem ser perturbado pela justiça e Washington se nega a extraditá-lo para Cuba.

33. Fidel Castro se aproxima de Moscou somente em fevereiro de 1960 e apenas adquire armas soviéticas depois de os Estados Unidos rejeitarem fornecer o arsenal necessário para a sua defesa. Washington também pressiona o Canadá e as nações europeias solicitadas por Cuba com a finalidade de obrigar o país a se dirigir ao bloco socialista e assim justificar sua política hostil em relação a Havana.

34. Em março de 1960, a administração Eisenhower toma a decisão formal de depor Fidel Castro. No total, o líder da Revolução Cubana sofreria nada menos que 637 tentativas de assassinato.

35. Em março de 1960, a sabotagem, comandada pela CIA, do barco francês La Coubre, carregado de armas no porto de Havana, provoca mais de cem mortes. Em seu discurso em homenagem às vítimas, Fidel Castro lança o lema: “Pátria ou morte”, inspirado no [lema] da Revolução Francesa, “Liberdade, igualdade, fraternidade ou morte.”

36. No dia 16 de abril de 1961, depois dos bombardeios dos principais aeroportos do país pela CIA, prelúdio da invasão da Baía dos Porcos, Fidel Castro declara o caráter “socialista” da Revolução.

37. Durante a invasão da Baía dos Porcos por 1400 exilados financiados pela CIA, Fidel Castro faz parte da primeira linha de combate. Infringe uma severa derrota aos Estados Unidos e esmaga os invasores em 66 horas. Sua popularidade chega ao topo em todo o mundo.

38. Durante a crise dos mísseis, em outubro de 1962, o general soviético Alexey Dementiexv estava ao lado de Fidel Castro. Conta suas lembranças: “Passei junto a Fidel Castro os momentos mais impressionantes de minha vida. Estive a maior parte do tempo a seu lado. Houve um instante em que considerávamos próximo o ataque militar dos Estados Unidos e Fidel tomou a decisão de colocar todos os meios em [estado] de alerta. Em poucas horas, o povo estava em posição de combate. Era impressionante a fé de Fidel em seu povo, e de seu povo, e de nós, os soviéticos, nele. Fidel é, sem discussão, um dos gênios políticos e militares deste século.”

39. Em outubro de 1965, cria-se o Partido Comunista de Cuba (PCC), substituindo o Partido Unido da Revolução Socialista (PURS), surgido em 1962 (que substituiu as Organizações Revolucionárias Integradas — ORI —, criadas em 1961). Fidel Castro é nomeado primeiro-secretário.

40. Em 1975, Fidel Castro é eleito pela primeira vez para a Presidência da República depois da adoção da nova Constituição. Seria reeleito até 2006.

41. Em 1988, a mais de 20 mil quilômetros de distância, Fidel Castro dirige de Havana a batalha de Cuito Cuanavale em Angola, na qual as tropas cubanas e angolanas infringem uma retumbante derrota às forças armadas sul-africanas que invadiram Angola e que ocupavam a Namíbia. O historiadora Piero Gleijeses, professor da Universidade John Hopkins, de Washington, escreve a respeito: “Apesar de todos os esforços de Washington [aliado ao regime do apartheid] para impedir-lhe, Cuba mudou o rumo da história da África Austral [...]. A proeza dos cubanos no campo de batalha e seu virtuosismo à mesa de negociações foram decisivos para obrigar a África do Sul a aceitar a independência da Namíbia. Sua exitosa defesa de Cuito foi o prelúdio de uma campanha que obrigou a SADF [Força de Defesa Sul-Africana, as então Forças Armadas oficiais da África do Sul, por sua sigla em inglês] a sair de Angola. Essa vitória repercutiu para além da Namíbia.”

42. Observador lúcido da Perestroika, Fidel Castro declara ao povo em um discurso premonitório do dia 26 de julho de 1989, que, no caso do desaparecimento da União Soviética, Cuba deveria resistir e prosseguir na via do socialismo. “Se amanhã ou qualquer outro dia despertássemos com a notícia de que se criou uma grande guerra civil na URSS, ou até se despertássemos com a notícia de que a URSS se desintegrou [...], Cuba e a Revolução Cubana seguiriam lutando e seguiriam resistindo.”

43. Em 1994, em pleno Período Especial, conhece Hugo Chávez, com quem estabelece uma forte amizade, que duraria até a morte dele, em 2013. Segundo Fidel Castro, o presidente venezuelano foi o “melhor amigo que o povo cubano teve”. Ambos estabelecem uma colaboração estratégica com a criação, em 2005, da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, que agrupa atualmente oito países da América Latina e do Caribe.

44. Em 1998, Fidel Castro recebe a visita do papa João Paulo II em Havana. Ele pede que “o mundo se abra para Cuba e que Cuba se abra para o mundo”.

45. Em 2002, o ex-presidente dos Estados Unidos James Carter realiza uma visita histórica a Cuba. Faz uma intervenção ao vivo pela televisão: “Não vim aqui interferir nos assuntos internos de Cuba, mas estender uma mão de amizade ao povo cubano e oferecer uma visão de futuro aos nossos países e às Américas. [...] Quero que cheguemos a ser amigos e nos respeitemos uns aos outros [...]. Devido ao fato de os Estados Unidos serem a nação mais poderosa, somos nós que devemos dar o primeiro passo.”

46. Em julho de 2006, depois de uma grave doença intestinal, Fidel Castro renuncia ao poder. Conforme a Constituição, é sucedido pelo vice-presidente, Raúl Castro.

47. Em fevereiro de 2008, Fidel Castro renuncia definitivamente a qualquer mandato executivo. Consagra-se, então, à redação de suas memórias e publica regularmente artigos sob o título “reflexões.”

48. Arthur Schlesinger Jr., historiador e assessor especial do presidente Kennedy, evocou a questão do culto à pessoa [de Fidel] depois de uma permanência em Cuba em 2001. “Fidel Castro não incentiva o culto à [sua] pessoa. É difícil encontrar um cartaz ou até um cartão postal de Castro em qualquer lugar de Havana. O ícone da Revolução de Fidel, visível em todos os lugares, é Che Guevara.”

49. Gabriel García Márquez, escritor colombiano e Prêmio Nobel de literatura, é amigo íntimo de Fidel Castro. Esboçou um retrato dele e ressalta “a confiança absoluta que desperta no contato direto. Seu poder é de sedução. Busca os problemas onde eles estão. Sua paciência é invencível. Sua disciplina é de ferro. A força de sua imaginação o empurra até os limites do imprevisto.”

50. O triunfo da Revolução Cubana no dia 1 de janeiro de 1959, dirigida por Fidel Castro, é o acontecimento mais relevante da História da América Latina do século XX. Fidel Castro continuará sendo uma das figuras mais controversas do século XX. Entretanto, até seus mais ferrenhos detratores reconhecem que fez de Cuba uma nação soberana e independente, respeitada no cenário internacional, com inegáveis conquistas sociais nos campos da educação, saúde, cultura, esporte e solidariedade internacional. Ficará para sempre como o símbolo da dignidade nacional que sempre se colocou do lado do oprimidos e que deu seu apoio a todos os povos que lutavam por sua emancipação.

* Publicado em 01/01/2014.

* Salim Lamrani é doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama Cuba. Les médias face au défi de l’impartialité, Paris, Editions Estrella, 2013, com prólogo de Eduardo Galeano.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

JUIZ SÉRGIO MORO DESTRUIU A ECONOMIA BRASILEIRA EM DOIS ANOS.

VEJA VÍDEO COMPLETO DA HISTÓRIA DA DESTRUIÇÃO DE NOSSA ECONOMIA.

Seu país e sua vida valem isso, a oportunidade de pensar, num vídeo fantástico, sobre o qual não posso nominar o roteiro, a edição e a direção – todos da melhor qualidade e técnica de documentário, embora feito com recursos amadores.
É um balanço cru e explícito do que o Brasil ganhou e perdeu com estes dois anos em que a Operação Lava jato passou a ser – à frente de tudo, da economia, do emprego, da vida humana –  a reitora da existência dos brasileiros.
A história de como se serviram de ladrões para nos roubar muito mais que eles. Em dinheiro, em trabalho, em sonhos e em destino.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

UM GOLPE NO ENSINO MÉDIO.

2721203Por Guilherme Barbosa e Brisa Bracchi
Como bem foi frisado, o golpe de estado que se consolidou no Brasil não finalizava em si e nem se tratava apenas de um projeto do campo econômico. Representava, na realidade, a reinstalação de um programa neoliberal radicalizado que se preenche e complementa-se a partir da (re)organização de um modelo de existência, de manutenção de relações sociais forjadas na desigualdade e na dominação e exploração entre classes.
Esse objetivo se delineava, desde o início, no campo da educação. As principais alianças e articulações do golpe organizavam-se a partir dos setores mais conservadores e reacionários da política institucional, esses que historicamente desejaram construir uma lógica educacional cada vez mais precarizada, alienada e excludente. Com o golpe, conquistaram essa oportunidade articulando uma série de atuações e movimentos no Executivo, Legislativo e Judiciário para atacar as construções históricas desenvolvidas por uma série de lutadores e militantes da educação e consolidadas na Constituição de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
A recente proposta de reforma do ensino médio anunciada, por meio de medida provisória, pelo presidente ilegítimo e golpista junto de seu ministro da educação Mendonça Filho, preconiza uma lógica adaptativa da educação às demandas do mercado, minimizando a fundamentalidade da área em seu caráter formativo integral dos estudantes enquanto sujeitos históricos.
Esse objetivo chave que delineia essa medida, focaliza-se em quatro diretrizes centrais de mudanças no ensino médio propostas por ela:
A primeira é a questão da flexibilização do currículo e instauração dos chamados “intinerários formativos”. A medida, nesse aspecto, frisa a possibilidade do/a estudante escolher o eixo formativo a qual desejaria se debruçar durante essa fase da educação básica, trazendo a antecipação da escolha profissional e consolidando uma lógica do ensino médio apenas como uma mera fase de preparação para o ensino superior. Divididos em cinco áreas de conhecimentos – sendo: matemática, linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e formação técnica e profissional – esses itinerários formativos reforçam a fragmentação e hierarquia do conhecimento escolar, empobrecendo a formação e a construção do conhecimento na relação discente-turma-docente.
Outro fator importante que se desenha nesse aspecto optativo e fragmentado é que, a partir da recolocação da formação técnica e profissional como itinerário formativo do mesmo patamar que os outros, desconstrói-se a educação profissional integrada como delimitava a LDB e instaura-se a dualidade sistêmica entre a educação oferecida aos jovens da classe trabalhadora (manual) – que, por suas condições e realidades estruturais e materiais, escolherão a profissionalização imediata – e aos filhos/as da elite (intelectual), reeditando o modelo das décadas de 80-90 aos marcos eficienticista e produtivista que objetivava a formação de massas de forças trabalho para a exploração da mão de obra barata. Trata-se, nessa medida, de uma reforma que organizará uma tremenda estratificação social na educação, criando dois modelos estruturais e ideológicos de escolas com nítidas demarcações de classe, raça e localidade.
A segunda se trata da delimitação das disciplinas e conteúdos obrigatórios. A MP desobriga (ou desobrigaria) o ensino das disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia, desconsiderando – intencionalmente – a importância dessas no desenvolvimento cognitivo, político-social e afetivo dos estudantes. Contraria, assim, a Carta Magna brasileira, que é bastante enfática ao caracterizar a educação como fomentadora do pleno desenvolvimento da pessoa humana e do seu preparo para o exercício da cidadania. Usam, aqui, de forma leviana e distorcida a narrativa dos/as estudantes nesse período de ocupação das escolas e de questionamento do modelo de educação. Ainda, de forma contraditória, fixa como prioridade aos sistemas de ensino os conteúdos de linguagens e matemática nos três anos do ensino médio, objetivando uma formação de superpotencialização das habilidades de um currículo mínimo voltado às provas e testes externos padronizados. Uma nítida educação aos moldes do grande capital e favorecedora dos tubarões da educação e do vestibular. Eles não entenderam nem aprenderam nada com as lutas dos/as estudantes secundaristas nesses últimos períodos.
A terceira é a fomentação do “progressivo” aumento da carga horária do ensino médio, passando de 800 horas obrigatórias para 1400 horas. A MP não deixa nítidos os meios de colaboração federativa para o financiamento desse processo e suas condições estruturais e objetivas, passando por cima do diálogo com os dirigentes estaduais e municipais da educação e com os profissionais da educação. Mesmo sendo a única parte em que a MP cita o Plano Nacional de Educação, desrespeita-se, nesse aspecto, os diversos mecanismos delimitados pelo PNE que tratam de financiamento e de instâncias permanentes de negociação e cooperação federativa. Também não se considera a perspectiva de educação em tempo integral delineada pelo PNE e construída através de discussões em espaços desenvolvedores das políticas educacionais e com movimentos sociais, que priorizavam o desenvolvimento pleno dos estudantes, retirando-os da condição de objeto para sujeitos históricos. Além disso, não dá alternativas e silencia-se com relação aos milhares de estudantes que estudam e trabalham ou só trabalham e que estudam pela noite, desconsiderando suas especificidades.
A quarta e última principal diretriz é a questão da flexibilização da habilitação dos/as trabalhadores da educação. Em consonância com o projeto de privatização e terceirização da educação, a MP diz que a contratação de professores/as girará em torno de “profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino”, desregulando totalmente os mecanismos de formação e valorização dos/as trabalhadores/as com o objetivo de atender às demandas de profissionais sem concurso público e diminuir os salários
O governo ilegítimo, por sua natureza golpista e antidemocrática, trata, dessa forma, um assunto de tamanha relevância social de maneira fundamentalmente autoritária e isolada – sendo o próprio anúncio da proposta a partir de Medida Provisória uma demonstração desse fato. Oportunizam um debate nitidamente necessário e urgente para instituir soluções mágicas, imediatistas, verticais e construídas a poucas mãos.
Não ignoramos ou secundarizamos o debate. Muito pelo contrário. Os estudantes secundaristas, os movimentos sociais e as diversas entidades e organizações que constroem historicamente a educação desse país já deixaram muito nítida a necessidade real de se reformular e reestruturar o ensino médio brasileiro, de forma a trazê-lo para uma formação mais integralizada e plena do ser humano, conectando-se com as mais diferentes realidades e especificidades da relação de construção coletiva do conhecimento entre docência e discência. Mas isso não pode ser construído em um ambiente nacional de ruptura democrática, onde um presidente ilegítimo, com interesses escusos à soberania popular, está no poder.
A marca antidemocrática desse governo ilegítimo e golpista se intensificará e ele não cessará até conseguir vencer a disputa de hegemonia de construção retrógrada e reacionária da educação. A luta contra Michel Temer e Mendonça Filho precisa se potencializar como princípio fundamental da garantia e conquista de uma educação verdadeiramente pública, gratuita, laica e de qualidade social para todos e todas.
FORA TEMER!
DIRETAS JÁ!
Guilherme Barbosa, Diretor de Políticas Educacionais da UBES e membro do Fórum Nacional de Educação e Brisa Bracchi, diretora de mulheres da UBES.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

DONALD TRUMP: UM BUFÃO FASCISTA ELEITO PELA DEMOCRACIA.


Nada melhor para ser o representante da nação mais arrogante e prepotente do mundo , do que simplesmente, " TRUMP", sim este milionário, bufão e extremista de direita e republicano, defensor de todas as causa retrogradas  da sociedade norte americana, os EUA acabou de retroceder cem anos em sua história, voltando para o período da lei seca, Ku Klux Klan, perseguição a negros e minorias, enfim todos os "cânceres sociais" já superados pelos norte americanos, podem sim ressuscitar  com está figura neandertallica chamada Donald Trump.

Vou confessar queria ver este sujeito governar os EUA, não para imaginar o que ele faria com as minorias e nem com aqueles indefesos as suas insensibilidades, mas para derrubar está arrogância que cerca a sociedade norte americana, pois se acham donos do mundo e não cuidam de seu terreiro, pois agora tem com que se preocupar, um presidente descontrolado , parcial, tosco, pré-histórico, ou seja um boçal da extrema direita arcaica que só se cria na nação mais preconceituosa do planeta. O americanos podem colocar suas barbas de molho, porque verão um período nebuloso em sua economia, provavelmente a volta de um 'macartismo' em relação aos árabes, pois serão perseguidos , assim como Mexicanos e latinos no geral.

As elites brasileiras que adoram a sociedade norte americana, pois vão morar ou mandam seus filhos para estudarem lá,  estas  famílias ricas do Brasil as vezes preferem abrir pequenos e até médios comércio em grandes cidades dos EUA, investindo capital adquirido aqui  lá, que se preparem para serem repelidos e tributados pelo governo Trump, sem contar a dificuldade de tirar um visto para os EUA a partir de 2017, pois a vigilância será redobrada e a burocracia aumentada pela política xenofobista de Trump.

Os hipócritas democratas perderam a eleição, devido a sua incompetência em tomar decisões e assumir um papel mais conciliador do que interventor, não adiante falar que vai propor paz , financiando rebeldes e estimulando lutas armadas em muitos conflitos no oriente e áfrica, a política democrata foi suicida e hipócrita, pois suas ações não correspondiam ao que pregavam e sendo assim a nação norte americana optou pelo projeto conservador, votou no menos hipócrita, ou seja votou por aquele que foi mais sincero em suas ações, mesmo votando em bufão fanático e lunático como é o caso de Trump, o povo americano apostou num " blefe", vamos ver o que é blefar na política.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BRASIL TEM O JUDICIÁRIO MAIS CORRUPTO DO PLANETA

HITLER E MUSSOLINI ESTARIAM SATISFEITO COM O JUDICIÁRIO NO BRASIL.

Em uma conversa com meus alunos no ano de 2007  , não recordo bem o mês deste ano, mas sim do teor da conversa, meus alunos, estudantes na época de História, hoje todos com certeza formados,  turma de 50 estudantes e muitas questões sobre o passado , presente e futuro do nosso país, na época os jornais pipocavam noticia sobre o caso do presidente da Câmara Renan Calheiros com sua "amante" Mônica Veloso, jornalista mineira, caso ficou conhecido como Renangate em virtude da renuncia da presidência do Senado , foi comparado, guardado as proporções, ao caso da renuncia de Nixon a presidência dos EUA nos anos de 1970, Waltergate, devido a corrupção.

Meus queridos alunos na época, me perguntavam , qual era o problema real do Brasil? porque a política no Brasil, sempre esteve envolto a casos de corrupção, desvios, sonegação de impostos , privilégios , roubos flagrantes de recursos públicos, ou seja o Brasil a cada semana as revistas e os jornais estampam casos e mais casos de corrupção, sem titubear respondi, o problema nosso é só um, e está ligado apenas a um poder, este poder pensa que está acima de tudo no país, um poder que trabalha muito pouco e ganha de demais, um poder que possui uma conduta corporativa e ética de nunca punir ou investigar seus membros, e quando ocorre punição é a aposentadoria com todos seus direitos acumulado de algum plus financeiro, justamente o poder que deveria dar e ser exemplo o poder que tem o poder de julgar à todos os outros poderes da nação, do estado, do país Brasil, sim o poder judiciário.

Meus alunos imaginavam, que eu fosse apontar o poder legislativo, os políticos no geral, ou a própria sociedade, ficaram muito intrigados e pensativos, com mais perguntas , assim estabelecemos um debate sobre o assunto, claro nem todos concordaram, afinal estávamos em uma aula de história, com muitos estudantes e personalidades bem definidas,  opiniões concretas sobre qualquer tema, mas todos refletiram sobre o assunto, e concordaram, que no judiciário residia a matriz da maioria dos nossos problemas, e se o Estado brasileiro não fizesse uma reforma urgente no judiciário, entraríamos em buraco negro, onde seríamos sugados.

Pois bem, estamos aí em 2016, muitos escândalos depois e Renan Calheiros, só para variar ainda presidente quase vitalício do Senado, querendo votar mudanças no judiciário, muito difícil sua tarefa, pois o Judiciário semelhante aos políticos herdara do período colonial toda sorte de vícios, como o nepotismo, os privilégios, a ociosidade, a impunidade, o comércio de mandados, a venda e compra de condenações e que infelizmente contaminou com muita força o STF e outras instância do Judiciário, pois seria inadmissível que um poder como judiciário tenha tanto poder e tão poucas responsabilidades e nenhuma condenação pelas barbáries que tem feito ao longo da nossa história, tais como soltar assassinos que voltam a matar em menos de 24 horas após sua soltura, liberar grandes traficantes, não deixar presos pedófilos e estupradores principalmente se pertencem a classe média ou a elite, não espedir mandados de prisão a homens que batem ou assassinam suas respectivas companheiras, pois o judiciário é machista.

No plano político, os magistrados perseguem qualquer político que defendem os trabalhadores, pois optam por defender os políticos patronais, expedem mandados a revelia, sem provas de crime, simplesmente para manchar a reputação de políticos que os criticam, ou que estão na defesa dos trabalhadores,  estabelecem punições sem motivos a sindicalistas e representantes de movimentos sociais que estão na luta por seus direitos, não respeitam a constituição ao não observar alguns artigos e parágrafos que asseguram o direito a se manifestar e se defender, ou seja o judiciário no Brasil é corrupto, contaminado por pensamento fascista, machista e totalmente elitista, Hitler e Mussolini adorariam ter um judiciário como o que temos por aqui no Brasil, pois não temos notícia que algum político corrupto, da extrema direita, tenha sido ao menos indiciado, por seus atos escancarado de corrupção , são exemplos de políticos corruptos sem punição: Paulo Maluf, José Agripino, Aécio Neves, José Serra, Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro, José Ivo Sartori, Demóstenes Torres, Roberto Jeferson e por aí seguem outros vários.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ELEIÇÕES "FEUDAIS" MUNICIPAIS.

A democracia mais uma vez perdeu, pois novamente o caixa dois funcionou, como nunca em uma eleição no Brasil, pois as necessidades básica de uma população são oferecidas em troca de votos. As pessoas de dois em dois anos tem um produto valioso para vender, seu próprio voto, talvez inclua no pacote o voto de alguns parentes , e assim segue a história de um país que não fez a reforma política e nem retirou a obrigatoriedade das pessoas votarem.

Nestas eleições tudo de velho na política brasileira se repetiu , com um agravante, a decepção da população com o momento político que vivemos, alguns eleitores só votaram mediante um "incentivo",pois aquele pensamento muito antigo e presente na cultura brasileira , que devemos levar alguma "vantagem" em tudo, dessa vez se fez presente neste pleito municipal.

Os brasileiros não pensam em mudar o estilo de votar, pois sabem que elegendo qualquer político, estão elegendo o "velhos" político, para repetir velhas e ultrapassadas formas de fazer política, então o voto passa a ser um produto, que de dois em dois anos tem um pequeno valor, que custará muito caro para nossa sociedade.

As eleições municipais perpetuam no poder senhores com feudos bem estabelecidos, pois mantem servos a seus serviços nas prefeituras , concedendo contratos, cargos de confianças e realizando licitações para comprar produtos de determinados comércios, tais comércios pequenos , médios ou grandes serão os futuros financiadores do produto mais valioso das eleições , ou seja o voto.

Acredito que democracia no Brasil não exista na prática, pois aqui se negocia tudo,mas principalmente o voto, pois ao redor destes feudos chamados de prefeituras, temos centenas e milhares de servos e vassalos, que parasitam um mundo contaminado pela corrupção , pelo descaso e a intimidação. 

Penso que se não houvesse reeleição, para vereadores, deputados e senadores, estes feudos começariam a ruir, somados a isto, impedir certas pessoas, que não possuam qualificação técnica, de assumir determinados cargos tecnico de confiança, pois assim haveria uma maior igualdade democrática.