sexta-feira, 5 de abril de 2013

"O VESGO E A VELHA" NÃO FILME E NEM ROMANCE, MAS PODE VIRAR DEPOIS DA DEFINIÇÃO DO MUJICA.


O FUTURO DA EDUCAÇÃO É UM GAME ( UM JOGO).



A ESCOLA PÚBLICA QUE VIROU GAME


Se você quiser ver para onde vai a educação no futuro terá de prestar atenção numa escola pública de Nova York onde quase todo o processo de aprendizagem é feito por games.
Lá não só os profissionais que desenvolvem os games, mas os próprios alunos.
A escola se chama Quest to Learn e faz uma inusitada junção entre professores e designers de jogos, transformando-se num laboratório observado mundialmente.
O estudante é automaticamente avaliado a cada etapa dos jogos - e assim o professor pode atuar de forma individualizada.
Essa experiência apenas reforça o que os educadores mais arejados já sabem: a escola como a conhecemos ( professor dando aula, despejando conteúdo e aluno ouvindo) morreu.
O extraordinário é que o ensino passa a ser individualizado graças às novas tecnologias.
Isso é uma ajuda e tanto especialmente para os pobres, muitas vezes vítimas dos piores professores.


LEIA A SEGUIR REPORTAGEM COMPLETA QUE PUBLICADA PELA FOLHA DE SÃO PAULO NA COLUNA JORNALISTA GILBERTO DIMENSTEIN 



O QUE OS GAMES TEM A ENSINAR AOS 

ALUNOS


No primeiro dia de aula, os alunos são surpreendidos pela visita dos fantasmas do Museu Nacional de História Natural de Nova York. Os seres do outro mundo estão brigando nos porões do museu porque não conseguem se acertar quanto aos detalhes da Guerra da Independência americana. Colonos, ingleses e escravos têm pontos de vista diferentes sobre o tema e precisam que os alunos da Quest to Learn, escola pública de NY, os ajudem a resolver o conflito.
Na escola, criada pelo Institute of Play (ou Instituto do Jogar, em tradução livre), todos os conteúdos são passados aos estudantes por meio de games. Os cerca de 360 alunos do 6o ao 9o ano aprendem não só jogando, mas também desenvolvendo estratégias e criando seus próprios jogos. A escola, que faz parte de rede pública da cidade, é chamada de escola do futuro e vive com os mesmos recursos que as demais, contando apenas com oito profissionais extras contratados pelo instituto, especialistas em games e em currículo, que dão suporte aos professores da escola.
O instituto, fundado em 2007 por desenvolvedores de games comerciais, é uma organização sem fins lucrativos que acredita que, por meio dos jogos, pode “mudar a forma como as pessoas se relacionam com o mundo a sua volta”.  Uma das especialidades do grupo – que atua não só com crianças, mas também com adultos e em plataformas on-line – é trabalhar games e avaliação, entendendo como os mais populares jogos comerciais criam poderosos ambientes de aprendizagem e ferramentas que podem ajudar nas avaliações de desempenho dos usuários.
crédito Divulgação / Institute of PlayAulas na Quest to Learn  do Institute of Play
 
“Umas das coisas mais poderosas que os jogos criam nas pessoas é o status de jogador. Quando se sentem jogadores, as pessoas estão empoderadas, não se importam de correr riscos que na vida real não correriam, perdem o medo de falhar”, explica Brian Waniewski, diretor de gestão do Institute of Play. Segundo ele, um dos objetivos do instituto é fazer com que “as pessoas se relacionem com o mundo em torno delas como se ele fosse uma fonte ininterrupta de oportunidades”.  Em visita ao Brasil, Waniewski falou ao Porvir durante encontro no Instituto Natura, em São Paulo.
Que tipo de habilidades os jogos desenvolvem nas pessoas e por que eles podem melhorar o nosso relacionamento com mundo?
Uma das coisas mais poderosas que os jogos desencadeiam é o status de jogador. Como se fosse mágica, o “se sentir um jogador” empodera as pessoas que passam a correr riscos que não correriam na vida real. O medo de falhar não é um problema no jogo. Outra coisa interessante é o fato de o jogo passar uma sensação bem concreta do que é um sistema, de como operá-lo, e ainda de como tomar decisões e transformar o sistema.
E como o instituto foi fundado?
Os fundadores eram do Game Lab, uma empresa de design de games comerciais, e queriam algo mais social. Kate Salen, umas das fundadoras e autoras de diversos livros e artigos sobre games, tinha passado seis anos acompanhando os estudos da Fundação MacArthur sobre como a mídia digital influenciava o aprendizado e a forma como isso impactava na interação desses jovens com o mundo. As pesquisas levantaram muitas descobertas, entre elas a noção de que, para saber se o estudante ia se dar bem na escola, era necessário saber o quanto seus interesses ou paixões recebiam apoio para se traduzir em ações válidas. Em outras palavras, como a paixão de um aluno por culinária pode ajudá-lo a aprender mais na escola. Essas e outras constatações nos levaram a trabalhar o design de games como aprendizado.
crédito Divulgação / Institute of Play
 
E como nasceu o Quest to Learn?
Existia esse desejo de aplicar o aprendizado em uma escola tradicional. Foi ai que começamos com o Quest to Learn, uma escola pública que foi aberta no Chelsea, em NY, em 2009, reimaginada dos princípios do design, dos jogos como aprendizado, no pensamento sistêmico e na formação de atores ativos no mundo. Hoje temos 360 alunos, de 6o a 9o ano por lá. E mais uma escola aberta em Chicago, com outros 320 alunos.
Como é o dia-a-dia na sala de aula?
Ensinar é uma das principais formas de demonstrar e compreender o aprendizado. Por isso, tentamos construir nossas experiências de forma em que as pessoas compartilhem o que sabem
Os meninos não têm aula de ciências e matemática, o currículo é integrado e repensado com o foco na forma como as pessoas experienciam esses conteúdos no mundo real. Um matemático não só estuda matemática, ele fala sobre matemática, escreve sobre isso. Pegamos, por exemplo, as disciplinas de matemática, artes e inglês e colocamos juntas em uma aula que fala sobre as diferentes formas de se entender o mundo, números e letras. Além disso, todo início do trimestre os alunos recebem uma grande missão que será dividida em pequenos desafios ou quests ao longo das semanas. Uma das grandes missões que tivemos na disciplina que une estudos sociais e inglês foi a de resolver um conflito entre os fantasmas do Museu Nacional de História Natural de Nova York, que estavam brigando porque não se entendiam quanto aos acontecimentos da Guerra de Independência americana. Os estudantes foram chamados para ajudar. A briga se apoiava nas diferentes perspectivas que os fantasmas tinham sobre a guerra: um fantasma tinha sido escravo, o outro era da realeza inglesa e o outro era um colono americano. Eles tinham presenciado o mesmo evento, mas cada um contava uma história  diferente sobre o que tinha acontecido e, principalmente, sobre o porquê tinha ocorrido. Os estudantes tinham que entender o ponto de vista de cada um e resolver o conflito. Isso leva uma necessidade de entender o problema, não decorar. Eles se engajam com o problema e querem aprender.
Quais são os conceitos em que se baseia a escola?
O instituto e a escola são baseados em pesquisas recentes sobre como as pessoas aprendem e o que elas precisam saber no mundo de hoje, no século 21. As pessoas que se entendem como designers, interagem com o mundo de uma forma diferente, não o aceitam como algo pronto, o veem como uma oportunidade para fazer algo. Esse é o conceito de design thinking que nos baseamos. Outra ideia que acreditamos é no aprendizado peer to peer, entre pares. Na trajetória mais natural de aprendizado, a pessoa precisa se interessar por algo, aprender, praticar, praticar, praticar e, quando já tem um domínio do conteúdo, ensinar. Ensinar é uma das principais formas de demonstrar e compreender o aprendizado. Por isso, tentamos construir nossas experiências de forma com que as pessoas compartilhem o que sabem.
Como são as provas ou avaliações das crianças?
O verdadeiro desafio de quem está desenhando um processo de aprendizado é preparar os alunos para um mundo que não podemos ainda imaginar
Temos várias formas de medir o progresso dos alunos. O primeiro deles é o mesmo exame padronizado por que todas as escolas públicas de Nova York passam. Também temos nossas avaliações no fim de cada um dos desafios, nos quais os estudantes precisam produzir algo que vai nos dizer se eles desenvolveram as habilidade necessárias daquela atividade. Isso ajuda professores, pais e as próprias crianças a observarem o seu progresso. Além disso, temos os embedded assessments [avaliações incorporadas, em tradução livre] que ocorrem durante o processo de aprendizagem, de forma que muitas vezes os estudantes nem sabem que estão sendo avaliados. Nesse formato, os professores avaliam não só o que eles sabem mas também como usam seu conhecimento em ação.
Como vocês veem as mudanças na educação?
Nós nos vemos como designers e acreditamos em redesenhar a experiência do aprendizado. O futuro da aprendizagem é o nosso futuro. Cada vez fica mais difícil saber como o mundo vai estar em cinco anos, quais são as habilidades necessárias, qual o conhecimento importante para as próximas décadas. O verdadeiro desafio de quem está desenhando um processo de aprendizado é preparar os alunos para um mundo que não podemos ainda imaginar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

VÍDEO DO DEPUTADO MARCO FELICIANO EXTORQUINDO DINHEIRO COMO PASTOR DOS "FIÉIS DE SUA IGREJA".


Uma cena quase surrealista, mas muito real do Pastor e Dep. Marco Feliciano extorquindo dinheiro , recebendo cheques, pedindo senha de cartão de bancos aos fiéis ingênuos de sua Igreja, um verdadeiro estelionato religioso, faz chantagens,  aos fiéis que não conseguem, ou não querem fazer a doação. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

" BLOGUEIROS UNDOS JAMAIS SERÃO VENCIDO"


QUARTA-FEIRA, 3 DE ABRIL DE 2013

REUNIÃO EM SÃO PAULO LANÇA PRONTO-SOCORRO PARA BLOGUEIROS


Por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual

Em reunião no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé na noite de ontem (2), em São Paulo, blogueiros e representantes de diversos veículos da mídia alternativa decidiram criar o que chamaram de "pronto-socorro" dos blogueiros – um fundo para auxiliar aqueles em dificuldades com a Justiça. Em um segundo momento, a ideia é prestar também assistência jurídica.
A iniciativa é uma reação à sentença da juíza Juliana Benevides de Araújo, da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em 19 de março, condenou o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blogViomundo, a indenizar o então diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, em R$ 30 mil por danos morais. Kamel é agora diretor geral de Jornalismo e Esporte da TV Globo.
“Eu antecipo que no meu caso não vou acessar esse fundo, porque não preciso e há blogueiros muito mais ameaçados do que eu”, disse Azenha à RBA. “É importante porque é um fundo que vai ser criado num momento em que há uma tendência à judicialização cada vez maior na disputa com a blogosfera.” Os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Rodrigo Vianna, entre outros, participaram das discussões.
Azenha disse também que a questão que envolve a judicialização não se resume à ameaça da Globo, na qual ele trabalhou. “A gente representa uma ameaça não só à Globo. Às vezes o blogueiro é uma ameaça para o prefeito de uma cidade, que tenta por exemplo dar um tiro nele”, afirmou.
No debate, Azenha propôs que se levantassem alguns casos exemplares e “dramáticos” de perseguição a blogueiros e se dispôs a voluntariamente entrevistá-los. “A proposta é ir atrás de alguns casos de blogueiros efetivamente perseguidos, que não sofram apenas a violência jurídica, mas física também, que estão no Brasil inteiro.”
O jornalista, que chegou a anunciar o fim do Viomundona sexta-feira (29), voltou atrás. “O blog vai continuar com uma tentativa de financiamento por meio da chamada ‘vaquinha’, tentando fazer com que os próprios leitores financiem a produção do blog. A tentativa de sobrevivência vai ser em cima disso, já que eu não aceito propaganda pública, estatal ou de governo e dificilmente, com o blog que tenho, consigo na iniciativa privada”, disse Azenha.

ESTRATÉGIAS E INICIATIVAS

O também jornalista Altamiro Borges, presidente do Barão de Itararé, propôs “de imediato” um manifesto em defesa da liberdade de expressão e da blogosfera, com assinaturas de intelectuais, artistas, parlamentares e prefeitos.
A jornalista Maria Inês Nassif disse ser preciso estabelecer estratégias de convencimento que influenciem também um público mais específico do que os internautas de modo geral, como os operadores do Direito. “Há um cerco, pois como não ganharam nas urnas eles agora mobilizam as estruturas. Temos de convencer também quem produz decisão. Cometemos o mesmo erro em 1964. Está na hora de pôr na cabeça que a luta por hegemonia está em todo lugar”, afirmou.
Entre as iniciativas consideradas importantes na reunião, e que continuarão a ser objeto de debates, está, também, estabelecer estratégias para pressionar o Executivo e o Legislativo a regulamentar os artigos 220 a 223 da Constituição, que garantem a liberdade de informação e a promoção da cultura nacional e regional e vedam monopólios ou oligopólios de rádio e TV.
As verbas publicitárias serão também objeto de iniciativas, reivindicações e pressão. Atualmente, apenas dez veículos de comunicação concentram 70% do montante da verba pública federal distribuída para mais de 3 mil veículos de comunicação no país, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, de dezembro de 2012, baseado em dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom), vinculada à Presidência da República.

UNIVERSIDADES IRÃO TER ELEIÇÕES DIRETAS PARA REITOR.

Comissão do Senado aprova projeto que prevê eleição direta para reitor de universidade pública



O projeto determina a participação de toda a comunidade escolar e sociedade civil na escolha
A Comissão de Educação do Senado aprovou um projeto de lei que prevê a participação de professores, alunos e servidores na eleição dos reitores de universidades públicas. O texto ainda indica que membros da sociedade civil tenham direito a voto.
Trata-se de um substitutivo ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 147/2004 - aprovado na Câmara -, mas não é uma decisão definitiva, ainda precisa passar pelo plenário da Casa. Uma vez aprovado em plenário, será encaminhado para sanção da presidente Dilma Rousseff.
O texto do projeto esclarece que, ainda, que o "colegiado deliberativo superior" das instituições será formado por membro da comunidade acadêmica (dois terços) e sociedade civil local (um terço). O PLS também determina que os professores ocupem 70% dos assentos nos órgãos colegiados e comissões que tratem de reformas estatutárias.

AS MAIORES MENTIRAS DO SÉCULO XX.


3 fatos curiosos sobre mentiras e mentirosos


Uma mentirinha aqui, outra ali. Quem nunca? Ao longo da história muita gente forjou a própria realidade, seja em benefício próprio, de seu país e até mesmo sem um motivo aparente. As mentiras podem ter várias dimensões ou consequências, mas algumas pessoas são capazes de superar qualquer expectativa: o que dizer, por exemplo, do golpista que tentou vender a Torre Eiffel logo depois da Primeira Guerra Mundial?
Nesse primeiro de abril, o internacionalmente famoso dia da mentira, o História Sem Fim fez uma seleção de fatos curiosos sobre a mentira e os mentirosos que se deram bem contando histórias absurdas. É ver (ou melhor, ler) para crer.
3. O homem que vendeu a Torre Eiffel

Ele era tcheco, mas isso não o impediu de vender a Torre Eiffel… duas vezes.
Victor Lustig vivia praticando golpes no início do século XX. A primeira vez que “vendeu” a famosa torre francesa foi em 1925, quando reuniu 6 empresários sucateiros em um luxuoso hotel em Paris. Identificando-se como o diretor do Ministério dos Correios e afirmando que o governo não tinha mais condições de arcar com os custos de manutenção do monumento, convenceu a todos que a torre seria, de fato, vendida – seu material deveria ser derretido e posteriormente comercializado como sucata.
O discurso funcionou tão bem que, no final do mesmo dia, Lustig fechou negócio com o empresário André Poisson – com direito até a um suborno para que ele tivesse preferência na compra.
Assim que conseguiu colocar as mãos na grana, o tcheco fugiu. Mas Poisson ficou em Paris e, ao perceber o golpe, não teve coragem de denunciar o farsante com medo do vexame da situação. Dá para entender o motivo, né? Percebendo que o golpe não fora noticiado, Lustig voltou a Paris certo tempo depois e tentou aplicar o golpe novamente. Não deu certo. Mas mesmo assim ele não foi preso.
O mais impressionante é que Lustig não foi o único espertinho a tentar vender grandes monumentos. O norte-americano George C. Parker ficou mundialmente famoso por vender para turistas afortunados objetos muito simples como a Estátua da Liberdade e a Ponte do Brooklyn – tinha muita gente interessada nesta última, aliás. De acordo com depoimentos do próprio Parker, ele chegou a vender a ponte cerca de duas vezes por semana por anos seguidos.
Parker alegava que os turistas poderiam ganhar muito dinheiro com a quantidade de carros que entrava e saía de Nova Iorque todos os dias. Alguns desses clientes chegaram a ser presos quando tentavam construir pedágios no local.

2. Orson Welles e a invasão alienígena
Essa você provavelmente já conhece, mas a gente conta mesmo assim. Tudo começou com um mal entendido… que foi ouvido por milhões de pessoas. O ano era 1938 e, ao final do dia, como em muitos países do mundo, os norte-americanos estavam em suas casas ouvindo rádio. Welles era responsável por um programa da rádio CBS e, naquela ocasião, decidira apresentar uma adaptação da obra Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, que narra uma invasão alienígena. Ao lado de seus roteiristas, o apresentador optou por adaptar a obra para o presente, transportá-la de Londres para Nova Iorque e apresentá-la em forma de noticiário – um grande erro, como ficou comprovado no final da história.
No início da transmissão, bem como nos jornais daquele dia, o público fora avisado de que se tratava de uma peça ficcional.  O problema é que nem todos os 6 milhões de ouvintes estavam sintonizados na CBS durante os avisos. Para piorar, a transmissão acontecia da seguinte forma: a música tocada era constantemente interrompida por entradas ao vivo dos repórteres que anunciavam a queda de meteoros e o surgimento de monstros vindos de outros planetas, construindo uma tensão crescente.
Acredita-se que mais de 1 milhão de pessoas levaram a invasão a sério – o que resultou em ruas cheias, linhas telefônicas congestionadas, e muito trabalho para a polícia. Algumas testemunhas acreditaram, por muitos anos, ter realmente sentido o cheiro do gás tóxico usado como arma pelos invasores.

1. Mentira tem perna curta!
Provavelmente você já ouviu a expressão, mas não conhece sua origem. As pernas curtas em questão tinham dono: o famoso pintor Henri de Toulouse-Lautrec.
No final do século XIX, Lautrec era famoso pelas histórias generosas que contava sobre si mesmo – dizem que seu talento para a mentira era tão grande quando sua vocação artística. Como o pintor tinha um defeito físico que impediu suas pernas de se desenvolverem como o esperado, surgiu a expressão “a mentira tem perna curta”, que usamos até hoje.

AQUECIMENTO GLOBAL INVERTE O CLIMA NO PLANETA.



Aquecimento global faz aumentar gelo marinho no Polo Sul

Enquanto a banquisa (gelo marinho) recua a olhos vistos no Polo Norte, o aquecimento global tem feito esta massa congelada se expandir sobre o mar no Polo Sul, uma possível consequência do derretimento acelerado do gelo que cobre o continente, revelou um estudo holandês publicado no domingo.


Segundo a pesquisa, publicada na revista Nature Geoscience, a água doce resultante do derretimento das "línguas de gelo" que fazem a calota continental se estender sobre o oceano, se acumula em uma área mais fria nas águas superficiais, favorecendo a formação do gelo marinho. A aceleração do derretimento das "línguas de gelo" com o aquecimento global explicaria, assim, o aumento das banquisa no entorno do continente antártico.

"Ao contrário do gelo marinho no Ártico, o gelo marinho no entorno da Antártica se estendeu, alcançando um recorde em 2010", escreveram os pesquisadores do Instituto Real de Meteorologia da Holanda.

Este fenômeno, que um estudo divulgado em 2012 atribuiu a correntes atmosféricas, constitui uma "poderosa retroação negativa" no aquecimento atmosférico do hemisfério sul, afirmaram.

"Este é um trabalho novo e importante, propõe uma nova explicação para a expansão do gelo marinho, que aumentou recentemente em algumas áreas no entorno da Antártica", informou à AFP a paleoclimatologista francesa Valérie Masson-Delmotte, do Laboratório de Ciências do Clima e do Meio Ambiente (LSCE).

Este estudo "tem implicações importantes na evolução do balanço da massa da Antártica no curso das próximas décadas", avaliou a cientista, lembrando que o derretimento das calotas de gelo na Groenlândia e na Antártica contribuem em um terço com a elevação do nível do mar (outro terço é atribuído à dilatação térmica dos oceanos e o último terço, ao derretimento das geleiras que recobrem as montanhas).

Para Paul Holland, oceanógrafo polar do British Antarctic Survey, centro de pesquisas britânico, o estudo não demonstra formalmente um vínculo entre o derretimento das línguas de gelo da calota antártica e a expansão da banquisa.

"Há outras explicações plausíveis para o aumento da banquisa na Antártica", escreveu em um comentário o pesquisador, co-autor em 2012 de um estudo sobre o possível papel dos ventos na explicação deste fenômeno.

"As mudanças dos ventos modificam a cobertura de gelo ao mesmo tempo em que dispersam diretamente o gelo ao trazer massas de ar mais quentes ou mais frias sobre o oceano, conduzindo a mais ou menos formação de gelo", avaliou.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O PRECONCEITO DA REDE GLOBO COM PESSOAS TATUADA ,



Barrada no 'Encontro com Fátima', fã tatuada alega preconceito

Assessoria de imprensa da TV Globo se defende e afirma que Ana Paula e o marido foram impedidos de entrar devido à lotação do estúdio do programa



Ana Paula Costa e Tiago Marques da Silva alegam terem sido impedidos de acompanhar gravação de programa Foto: Daniel Ramalho / Terra
Ana Paula Costa e Tiago Marques da Silva alegam terem sido impedidos de acompanhar gravação de program

O início da semana era promissor: fã incondicional da cantora Ana Carolina, a comerciante Ana Paula Costa, mais conhecida pelos amigos e nas redes sociais como “Totolinha”, acordou bem cedo, "matou" o dia de trabalho em sua “loja de acessórios alternativos”, como define, e rumou para Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde fica a Central Globo de Produção, o Projac. A missão do dia seria acompanhar de perto a cantora em sua participação matinal no programaEncontro com Fátima Bernardes, nesta segunda-feira (1º).

O parágrafo na condicional encontra explicação no fato de que Totolinha, que foi ao Projac acompanhada do marido, Tiago Marques da Silva, não foi autorizada a entrar no estúdio onde o programa é transmitido ao vivo, e não conseguiu ver de perto a cantora, cuja imagem estampa seu corpo em uma tatuagem - uma das dezenas que possui. Barrados de última hora, eles alegam preconceito por parte da emissora, que, “por ordens superiores”, não os deixou participar desta edição.
“Eu nem consegui dormir direito essa noite de tão ansiosa”, relatou a fã, que contou ainda uma conversa que ela e o marido tiveram com um produtor não identificado do Encontro, que explicou da seguinte forma, segundo ela, o motivo da não-liberação: “estou sendo o lobo mau e dando a notícia. Por ordens superiores, não posso deixar vocês entrarem”.

A tatuagem da cantora Ana Carolina que a jovem queria exibir no ar Foto: Daniel Ramalho / Terra
A tatuagem da cantora Ana Carolina que a jovem queria exibir no ar
Foto: Daniel Ramalho / Terra

“Eu nem queria aparecer, só queria ver a Ana (Carolina) de perto. Com certeza fomos vítima de preconceito. Um preconceito absurdo”, completou a comerciante, afirmando também ter seguido todos os trâmites de quem integra uma plateia: nome na lista de participantes, chegar no horário determinado pela produção, conseguir entrar e pegar a van até o estúdio e até guardar seus pertences nos armários destinados aos convidados.
“Andamos pelo Projac e nos avisaram que tínhamos que guardar a bolsa, e tudo o mais. Falaram que meu marido tinha que trocar a blusa, porque tinha propaganda, fomos tratados super bem até aí. Tiramos fotos, foi engraçado”, relembrou sobre o fato de terem chamado a atenção até dos profissionais que trabalham na emissora. “Todo mundo quis tirar foto com a gente”, lembrou o marido, também barrado.
“Se o problema sou eu, eu saio, ela que é fã da Ana Carolina”, detalhou Marques sobre a conversa com o produtor de Fátima Bernardes. "Ela quer mostrar a tatuagem que fez. Ela queria mostrar para a Ana Carolina."
Ana Paula e Tiago ganharam a oportunidade, depois frustrada, de ver a cantora de perto no último dia 26, quando ela encontrou no centro do Rio de Janeiro com um produtor da TV Globo, que a chamou para uma entrevista que fazia com alguns passantes. Quando soube que era do programa de Fátima Bernardes, e já ciente de que Ana Carolina estaria nesta segunda-feira na edição, pediu para acompanhar tudo de perto.
“Na quinta-feira, ele pediu o nosso nome todo, do meu marido, endereço certinho, disse que era no portão 3 que eu tinha que entrar, estava tudo certo”, disse. “Eu voltei chorando. Estou de cara inchada até agora. Não abri loja, não fiz nada. Todo mundo estava me esperando aparecer lá (ela divulgou o convite em sua página no Facebook). Eu queria postar foto, queria estar com a Ana”, finalizou, revoltada.

"CÉU DE BRIGADEIRO" PARA REELEIÇÃO DA PRESIDENTA DILMA EM 2014.


Nova pesquisa, velhas frustraçõesMarcos Coimbra
Nada dá certo para as oposições faz tempo. Elas tentam, se esforçam, mobilizam seus vastos recursos e as coisas não acontecem. Seu pior pesadelo parece prestes a se materializar.

A tomar pelo que dizem os eleitores, quando perguntados sobre como pretendem votar na próxima eleição, Dilma Rousseff se reelegerá sem grandes problemas. Prognosticar sua vitória não é difícil para quem conhece um mínimo da sociedade brasileira.

Ela tem tudo para vencer:

a) A “inércia reeleitoral”, que beneficia até governantes mal avaliados (quem não se lembra dos muitos governadores e prefeitos que, apesar de enfrentarem sérias dificuldades, terminaram vencendo?).

b) Faz um governo bem avaliado, aprovado por quatro em cada cinco brasileiros (quem preferiria mudar, estando satisfeito com o que tem? Se há uma coisa em que o eleitor acredita é que mais vale um pássaro na mão do que dois voando).

c) Tem uma imagem pessoal muito positiva, é querida pela ampla maioria dos eleitores, que gostam de seu jeito de ser e se portar como presidenta (algum de seus possíveis adversários chega sequer perto do que ela alcança no julgamento da atuação pessoal?).

d) É conhecida e aprovada pela quase totalidade do eleitorado, não precisa perder tempo para se apresentar ao País (qual de seus oponentes em potencial pode dizer o mesmo, uma vez que todos existem em nichos regionais ou ideológicos?).

Confirmado o favoritismo, Dilma será a quarta chefe de governo eleita pelo PT em sequência. Ao cabo de seu segundo mandato, chegaremos a 16 anos de hegemonia petista na política brasileira.

O que será da atual geração de lideranças oposicionistas em 2018? Quantas estarão ainda em condições de atrair a atenção dos eleitores? Quantos de seus jovens terão envelhecido? Quantos dos atuais “formadores de opinião”, na mídia conservadora, estarão ainda na ativa? (A maioria é tão velha que, entre aposentados e falecidos, é possível que restem poucos).

A gravidade do quadro que as oposições enfrentam voltou a ser confirmada na semana passada, quando uma nova pesquisa do Datafolha a respeito da sucessão presidencial foi divulgada. Ela não trouxe novidade em relação ao que se sabia desde o início de 2012. Exatamente por isso, foi uma ducha de água fria no ânimo dos partidos da oposição e nos segmentos “antilulopetistas” da opinião pública.

Apesar dos esforços diários e da militância radicalizada da mídia de direita, Dilma fica cada vez melhor na corrida eleitoral. Enquanto isso, seus adversários patinam ou retrocedem. Entre dezembro de 2012 e março deste ano, ela foi de 54% a 58%, na vizinhança dos 60%, patamar onde outras pesquisas já a haviam colocado. Marina Silva (sem partido) e Aécio Neves (PSDB-MG) perderam 2% cada um, ela de 18% para 16% e ele de 12% para 10%.
Mais frustrante para a mídia foi, no entanto, o modesto crescimento do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Depois de “bombado” incessantemente na mídia, foi de escassos 4% a escassos 6%.

Uma simples aritmética mostra que os três não mudaram seu tamanho total: somavam 34%, em dezembro, e foram a 32%, em março. No máximo, o que teria ocorrido seria uma pequena reacomodação no terço do eleitorado que não pretende votar na presidenta: Campos tirou uma lasquinha de Marina e de Aécio.

Em votos válidos (a conta relevante para especular sobre vitórias em primeiro turno), Dilma teria, hoje, perto de 64%. Muito próximo de alcançar, sozinha, o dobro da soma dos demais.

Significa que “já ganhou”, que vencerá no primeiro turno? Claro que não, e seria um equívoco se sua assessoria interpretasse assim a pesquisa. Mas que os resultados do Datafolha foram uma decepção para as oposições, disso não há dúvida.

O que lhes resta fazer?
O circo armado em torno do julgamento do “mensalão” foi inútil do ponto de vista eleitoral. O PT não perdeu espaço em 2012 e nada indica que será afetado em 2014.

A tese da incompetência gerencial da presidenta, à qual se dedicaram assim que perceberam o insucesso anterior, não tem adeptos na maioria da opinião pública. Ao contrário, os brasileiros se mostram cada vez mais satisfeitos com o desempenho do governo.

A valorização dos possíveis adversários não comove os eleitores de Dilma. Campos, seu mais dileto produto na atualidade, permanece com números de nanico.

Quando pesquisas como essa são publicadas, ficam tristes e devem pensar no “povinho” que Deus pôs no Brasil. O problema é que não podem trocá-lo. Ou será que vão procurar prescindir dele na hora de decidir quem vai mandar?